Mineroduto integrado a porto ajuda na logística

As soluções integradas minerodutos-portos ou ferrovias-portos são atualmente os caminhos trilhados pelas grandes mineradoras brasileiras para superar os gargalos logísticos do transporte de minérios visando atender aos consumidores nacionais e internacionais, além de reduzir os custos das operações.

O empreendimento que está em fase de implantação pela Anglo American inclui a construção de um mineroduto de 529 quilômetros. Sai da mina de minério de ferro e unidade de beneficiamento em Conceição de Mato Dentro e Alvorada de Minas, em Minas Gerais, atravessa 32 municípios mineiros e fluminenses, até chegar ao terminal de minério de ferro do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ), montado em parceria com Prumo Logística Global, antiga LLX, controlada desde outubro de 2013, pela americana EIG Global Energy Partners.

"Os entraves na infraestrutura logística se tornaram mais críticos nos últimos anos, e a natureza do nosso negócio é tal que se não fosse essa decisão de transportar o minério por meio de um grande mineroduto, um projeto ambicioso como o Minas-Rio, de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro, com o primeiro embarque previsto para o final deste ano, não seria viável", conta Paulo Castellari, presidente da unidade de negócio minério de ferro Brasil da Anglo American.

"É a forma mais barata e econômica de transportar o produto, e também a mais segura e mais confortável. Dá trabalho na parte de construção, porém, depois, é uma maneira simples e responsável sob o aspecto do meio ambiente. Estimamos que o custo de movimentação por tonelada seja de US$ 2, em comparação com US$ 10 por toneladas numa ferrovia", diz o executivo.

O projeto de expansão da Samarco, inaugurado no dia 9 de abril, em Germano (MG), também passa pela construção de um terceiro mineroduto, construído paralelamente a outros dois já existentes. Com 400 quilômetros de extensão, o mineroduto atravessa 25 municípios mineiros e capixabas e tem capacidade para transportar 20 milhões de toneladas de póla de minério de ferro por ano.

A via de escoamento do minério se integra ao Terminal Portuário de Ubu, até agora apto a escoar 23 milhões de toneladas por ano, que foi adaptado e teve sua capacidade de movimentação de carga aumentada para até 33 milhões de toneladas por ano.

Segundo Cristiano Parreira, diretor administrativo do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais, que representa empresas responsáveis por 50% da produção mineral brasileira, a logística de transporte de minério é muito dependente da malha ferroviária. As minas localizadas na região do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais são atendidas pela malha ferroviária da MRS e pela Ferrovia Vitória-Minas.

Para a Baía de Sepetiba (RJ), estão previstos dois grandes investimentos: R$ 4 bilhões no Porto Sudeste do Brasil, em Itaguaí, que terá capacidade inicial de embarque de sete milhões de toneladas de minério de ferro este ano, podendo chegar a 50 milhões de toneladas em 2016, e de R$ 2 bilhões no Porto de Itaguaí, no mesmo município, para aumentar sua capacidade para 45 milhões de toneladas de minério de ferro.

Os investimentos na melhoria dos portos brasileiros são fundamentais para a melhoria da movimentação atual e futura de minério de ferro nos portos brasileiros, avalia Antonio Henrique Pereira Silveira, ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos. Em 2013, segundo ele, o complexo portuário nacional movimentou 931 milhões de toneladas de carga bruta, 2,9% maior que 2012.

A estimativa da SEP é que com o novo contexto regulatório, marcado pelo incentivo de oferta de instalações e infraestrutura portuária, o investimento em portos públicos e terminais de uso privado voltados à movimentação de minérios alcance R$ 12,6 bilhões até 2019. No Ministério dos Transportes, a previsão é que as obras com investimentos diretos do governo em ferrovias contemplem recursos da ordem de R$ 11,7 bilhões até dezembro de 2015.

Fonte: Portal NTC & Logística


Artigo internacional - Prof. Roberto Lacerda Oliva - 2ª parte

Para ler a primeira parte do artigo, clique aqui!

No capítulo anterior abordamos uma série de medidas, essencialmente de caráter financeiro, que temos que levar em conta no processo de preparação da empresa para ser vendida. Além dos aspectos anteriores, existe outro conjunto de melhoras que não sendo de cunho financeiro, podem aumentar o valor intrínseco da empresa.

MEDIDA SOBRE ATIVOS
Em muitas empresas existem ativos consideramos ociosos, quer dizer, que não estão diretamente relacionados com a atividade da empresa. Diante de uma perspectiva de venda, devemos considerar tais situações que merecem um capítulo à parte. São ativos sobre os quais, se é realizado um processo de venda da empresa as partes compradora e vendedora devem negociar o que fazer com tais ativos; se os mesmos são valorizados à parte, se o vendedor fica com os mesmos ou se existe interesse por parte do comprador em tais ativos.
Outro tipo de situação específica são as medidas que devem ser adotadas sobre os ativos que tem elevado custo. Os ativos; como qualquer outro elemento contábil, tem valor enquanto são necessários para a consecução do CASH FLOW. Porém, existem empresas que valem mais por seus ativos que pelo próprio negócio. São empresas que geram em seu negócio uns benefícios modestos em relação ao valor que tem seus ativos; por exemplo, empresas que dispõem de escritórios de propriedade em regime de aluguel, os quais podem ser vendidos a preços muito elevados o proprietárias de terremos em zonas reconvertidas em espaços urbanos dados os crescimentos das grandes cidades. Nestes casos hipotéticos, o empresário deve ver o que quer fazer com tais ativos; reorientar o seu negócio, segregar os ativos, etc. pois, tendo os mesmos um valor importante no mercado, não tem o mesmo reflexo no valor do negócio comercial.

a. MEDIDA SOBRE OS RECURSOS HUMANOS
Um dos ativos mais importantes de uma empresa são os seus recursos humanos. Os compradores sempre estão interessados em pagar um valor superior por uma empresa que disponha de uma equipe diretiva competente, a qual possa dar continuidade ao desenvolvimento da empresa. Em situação contraria, as empresas muito dependentes de “um só senhor” normalmente são pouco atrativas para o investidor.
Por isso é necessário que o proprietário desenvolva a estratégia da empresa e delegue seu funcionamento diário a uma equipe diretiva. Desta forma é bastante mais fácil vender uma empresa pois a mesma é muito mais valiosa para o comprador. Por outro lado os compradores buscam empresas bem organizadas, que não tenham evidencia de problemas laborais e irregularidades neste campo. É necessário prestar atenção geral ao clima laboral e a tudo relativo às relações humanas da organização.

b. MEDIDA SOBRE A ESTRUTURA ORGANIZATIVA
Para um potencial comprador, dispor de uma empresa bem estruturada é um fator fundamental para apreciar o valor da operação.
É portanto muito importante que a empresa disponha de processos claros de gestão, normas e procedimentos, como por exemplo, as normativas do tipo ISO
9000 e outras autorizações semelhantes.
Os compradores também apreciam as empresas com um bom sistema de comunicação, especialmente no aspecto Contabil e financeiro, que proporcionam à alta direção relatórios sintéticos e analíticos que permitam tomar decisões claras e acertadas e o desenvolvimento do conceito de GOVERNANÇA CORPORATIVA, atualmente bastante de moda no Brasil.

c. MEDIDA SOBRE A ESTRUTURA COMERCIAL
Procuramos estudar, de maneira geral, a necessidade de adotar medidas para melhorar os resultados da empresa através das vendas; porém, existem elementos sobre os quais o empresário pode atuar para melhorar o valor da empresa, tais como: a revisão da imagem corporativa, potenciar a imagem da marca, diversificar a carteira de clientes, diferenciar os produtos e os serviços em relação à concorrência, etc.

d. MEDIDA SOBRE A ESTRATEGIA DA EMPRESA
Um Plano Estratégico oferece para a empresa um caráter de seriedade e de disciplina interna, o que sempre é muito bem apreciado pelo comprador.
Um BUSINESSS PLAN realista, com previsões de faturamento, investimentos necessários em imobilizado e capital circulante e os resultados previstos para o fluxo de caixa, podem ser elementos importantes da parte integrante do processo de preparação da venda da empresa. Uma empresa também tem o seu valor intrínseco ampliado, em função das perspectivas que o negócio oferece para o médio e largo prazos.

O QUE NAO DE DEVE FAZER
Para finalizar este resumo de reflexões, é muito importante saber quais são os erros que não podemos cometer NUNCA.
Se algum empresário corre o risco de fazer alguma falcatrua, quando o fato é percebido, durante o processo de Due Diligencie (e os erros sempre acabam aparecendo), o processo passa por um desgaste que pode arruinar o esforço de muitas horas de trabalho e negociações, podendo levar, inclusive, à ruptura das relações entre o comprador e o vendedor. Quando se percebem situações não desejadas, existe uma destruição da confiança entre as partes negociadoras o que; no mínimo, levará ao comprador a exigir maiores garantias futuras para assegurar a firma da operação. Logicamente tais situações geram um custo adicional para a parte vendedora pois põe em risco a possível valorização do valor futuro da sociedade.
Não se deve mentir e também não se devem adotar ações que sejam meias verdades ou atuações duvidosas em relação à legalidade e à honestidade. Algumas destas ações podem ser:
- Reconhecer receitas prematuramente, como receitas derivadas de vendas ainda
não confirmadas. Em empresas de serviços, adiantar, de forma fictícia a produção não faturada ao cliente.
- Realizar transações com sócios estratégicos, ou com outras empresas muito bem
relacionadas com os proprietários, falseando a realidade das operações. .
- Reconhecer como receitas ordinárias o que em realidade são receitas
extraordinárias.
- Faturamento a clientes falsos, ou faturar por erro a clientes para engordar as
vendas.
- Distribuir produtos a outros armazéns da empresa y faturar os mesmos “por erro” como vendas a clientes.
- Tratar como arrendamentos operativos o que na realidade são arrendamentos financeiros, evitando a aparição da dívida no balanço.
- Separar atividades em situação de prejuízo através de sociedades instrumentais e manter tais situações com garantias no balanço.
- Etc.
Qualquer suspeita de atuações com as anteriores e outras muitas deste tipo levará à ruptura do processo ou no melhor dos casos para o vendedor, a percepção por parte do comprador de um alto risco que aumentara a taxa de desconto e abaixara o valor da empresa. Além disso, o comprador aumentara a solicitação de garantias, através de avais, prazos dilatados de pagamentos, exigências de avais, etc.
Portanto, adiantarmo-nos aos acontecimentos é um fator importante no processo de preparar a empresa para ser vendida.
Si de fato queremos vender a empresa pelo seu máximo valor intrínseco, temos que limpar a casa, remover obstáculos e tomar decisões sobre ações de melhores que
realmente agreguem valor ao processo permitindo que a empresa possa, em qualquer momento, passar por um exame por parte do potencial comprador.

POR QUE OPTAR PELA SOMA LOG
Quando contava com 18 anos de idade, trabalhava na organização familiar OTT – ORGANIZAÇAO TOTAL DE TRANSPORTES e tive uma primeira oportunidade de participar de um processo de Fusão com o grupo TRANSPAMPA o que deu origem à organização PAMPA – OTT.
Aos poucos meses da firma deste interessante acordo de colaboração, o qual permitiu que a empresa resultante passasse a ser muito competitiva para as principais regiões geográficas do Brasil, o GRUPO TNT LTD, na época uma multinacional brasileira, adquiriu a organização PAMPA, que anteriormente havia passado pelo processo anteriormente explicado.
Durante 2 décadas, desde o ano 1973 até o ano 1990, participamos de diversos processos de Compras, Ventas, Fusões, Cisões, Alianças Estratégicas, Processos de internacionalização para o continente Latino Americano e constituição de organização de transporte internacional, o que permitiu que minha formação profissional fosse constantemente enriquecida.
No ano 1991 aceito o desafio de ocupar a posição de Diretor Geral da TNT LOGISTICS para Espanha e Portugal; permaneci no grupo TNT até o ano 2005.
Durante esta largo período de tempo, participei diretamente de interessantes movimentos; tanto de caráter interno como mediante a firma de operações de F&A, aumentando ainda mais, meus conhecimentos sobre esta opção de realização de negócios.
A partir do ano 2005 iniciei uma carreira como Consultor Comercial Independente, tendo oportunidade de participar, de forma direta e indireta de inúmeras negociações envolvendo operações de F&A.
Com a criação da SOMA LOG atuamos de forma a não cometer os inúmeros erros que tivemos oportunidade de constatar na realização de tais processos. Colocamos nossa vasta experiência a serviço dos segmentos de L&T.

Roberto Lacerda Oliva é Diretor Geral da empresa www.somalog.com. @robertologbr
@soma_log. Participa ativamente nos negócios de Consultoria Comercial para os segmentos de Logística e de Transportes e mantem sua atuação profissional nos mercados do Brasil, Espanha e Portugal.

Artigo internacional - Prof. Roberto Lacerda Oliva - 1ª parte

Com o presente artigo, o autor, Roberto Lacerda Oliva, especialista nos segmentos de Logística, Transportes e Comercio Internacional, aborda algumas questões relevantes para PREPARAR A EMPRESA PARA A VENDA, com a finalidade de aumentar o valor da operação. O documento foi preparado em 2 capítulos; a seguir a primeira parte destas reflexões.

Com o início das atividades da SOMA LOG; www.somalog.com, buscamos uma forma de explicar aos empresários brasileiros, os verdadeiros conceitos levados à cabo no momento em que uma empresa multinacional contempla realizar uma operação de Fusão, Aquisição ou uma aliança estratégica com empresa brasileira do segmento de Logística e de Transportes.

Sigo pensando que o empresariado brasileiro; de uma maneira geral, ainda tem que modificar bastante sua forma de atuar, quando contempla a possibilidade de uma operação de Fusão, Aquisição ou mesmo do estabelecimento de uma Aliança Estratégica com uma empresa do segmento de Logística e de Transportes.

O presente artigo é uma coletânea de artigos, reflexões, documentos e observações que realizamos ao longo de nossa atuação no segmento. Procura refletir, em linhas gerais, os aspectos considerados elementares na hora de contemplar uma operação de F&A.
Se observamos o processo de compra e de venda de uma empresa como um investimento no qual um empresário (o comprador), para um preço para fazer-se com a propriedade (as ações) da empresa, realizando um desembolso do qual espera obter a melhor rentabilidade possível, e de outro lado o empresário (o vendedor), que recebe um valor para ceder a propriedade e deixar de obter os benefícios futuros que a empresa lhe possa proporcionar, então vemos que são as expectativas as que fixam o valor de cada parte; comprador e vendedor, na operação. Estas expectativas giram em torno de dois conceitos:
- Expectativas sobre o benefício da empresa e sobre o risco no negócio;
- Expectativas da rentabilidade em investimentos alternativos;
Portanto, o processo de preparar a venda de uma empresa deve analisar quais são os fatores que afetam a estas expectativas, com o fim de que o preço final da operação se aproxime ao valor pretendido pelo vendedor da empresa.
Para isso, é bastante recomendável que o empresário que quer vender sua empresa ao melhor preço possível, prepare, com pelo menos um ou dois anos de antecedência a operação.

ELIMINAR OBSTÁCULOS
Quando se vende um carro e queremos obter o máximo preço possível na operação, procuramos reparar qualquer problema que exista; por exemplo, na lateria do mesmo, assim como procuramos reparar os próximas mecânicos do mesmo, etc. Não importa que tenhamos um pouco de custo porque sabemos que iremos recuperar esses gastos na operação de venda.
Pois situação idêntica se aplica para quando pretendemos vender uma empresa; devemos atuar de maneira a maximizar o preço da operação fazendo com que o processo seja rápido, que não existam demasiadas responsabilidades que possam ir além do momento da venda; garantias, retenções de valores.
Neste capítulo, analisaremos os obstáculos mais frequentes num processo destas características e que se tomamos providencias para minimizar ou eliminar os mesmos aumentamos bastante as possibilidades de êxito da operação.
1. Assegurar as retenções do proprietário
Este é o primeiro ponto que devemos abordar já que, de sua superação depende que o processo possa seguir adiante e que possa ser finalizado de maneira satisfatória. O que o empresário deve faze, e sem nenhuma demora, é assegurar-se que está plenamente convencido de iniciar este processo. Deve fazer esta reflexão antes de dar nenhum outro passo e para isso recomendamos que pergunte a si mesmo:
- Sobre os motivos pelos quais quer realizar o processo de venda,
- Verificar se esta é a única opção possível ou se existem outras alternativas (fusão, liquidação, saída a bolsa de valores, etc.) que podem resultar mais atrativas.
- Definir claramente o perímetro da operação (negociação total, negocio sem os ativos, etc.).
- Que quer obter e em que prazo.
- Validar as suas expectativas e pensar se está disposto a adaptar estas expectativas ao longo do processo.
Este é o principal e mais habitual erro na venda de uma empresa. Aquele no qual o empresário não interiorizou nem realizou as corretas reflexões previas. Se o empresário tivesse realizado esta reflexão, seguramente não estaria bloqueado ao iniciar um processo assim, que o leva a estar em desvantagem evidente diante do possível comprador.
1. Posicionamento dos acionistas
Quando o empresário que inicia um processo de venda sendo o máximo acionista da empresa e não necessita legalmente o apoio dos demais acionistas minoritários o apoio ou a reprovação destes pode ser o fator chave para que o preço da operação seja maior ou menor que o valor intrínseco de uma empresa. Alguns acionistas minoritários podem gerar obstáculos ao processo, como apresentando recursos ante a junta de acionistas, solicitando auditorias e/ou realizando outras ações que podem gerar conflitos com o comprador.
Portanto, uma das responsabilidades do empresário é alinhar a todos os acionistas num hipotético processo de venda da empresa. Como esta situação é complicada de ser administrada, o mais cômodo; apesar de não ser fácil, é estabelecer um acordo entre os sócios, para fixar as regras do jogo no caso da venda da empresa. O mecanismo com o qual se pode eliminar este obstáculo é um Pacto de Sócios ou Protocolo Familiar (em empresas familiares), no qual devem fixar-se as regras no caso de um processo de venda, que deve abranger aspectos desde como fixas as informações e comunicações aos acionistas, até os métodos de fixação de preço para as ações, etc.
2. Aspectos legais da companhia
Pode parecer inusitado, porém, existem muitas empresas que não tem todos os requisitos legais adequadamente. Neste sentido as empresas devem assegurar-se de:
- Formalizar todos os contratos verbais, tanto com fornecedores, clientes y sócios.
- Atualizar os livros de acionistas e os livros de atas, apresentação das contas contábeis no registro mercantil e nas juntas comerciais.
- Ter em regra todos as permissões necessárias para o funcionamento da
Empresa.
- Registrar todas as marcas.e patentes
- Formalizar todos os contratos com os empregados
- Escriturar e assegurar todos os ativos da empresa.
- Proceder uma revisão geral em todos aqueles aspectos normativos de obrigado cumprimento; estatais, estaduais, municipais, setoriais, etc.
Um caso especial de temas legais é a existência da contabilidade B e dinheiro negro. Se ocorre tal circunstância, nos encontramos com um duplo efeito:
- não cumprimento da lei o que faz com que o fato seja facilmente percebido pelo comprador aumentando o risco da operação proceda o desconto do valor gasto para a regularização da situação do preço futuro a pagar e também, que uma vez detectado o problema, que solicite ao vendedor o aumento de garantias, através de instrumentos como avais, retenção de pagamentos futuros, etc.
- As receitas e despesas “não declaradas” poderão não ter os valores considerados para efeitos da valoração do negócio em relação às expectativas do vendedor.
Portanto, o processo de preparação para a venda ideal, seria que se procedesse a regularização contábil de pelo menos um ano antes de colocar a empresa em venda procedendo a realização de uma relação detalhada dos ajustes que devam ser realizados na contabilidade oficial para que a mesma reflita a posição da empresa. Quantos menos ajustes sejam necessários fazer quando iniciado o processo formal de negociações, maior credibilidade a empresa oferecerá para o possível comprador.

MEDIDAS FINANCEIRAS
Existem também uma série de ações positivas para aumentar o valor da empresa e em primeiro lugar, nos concentraremos em analisas as medidas de caráter financeiro. Partiremos da análise de parte do método de valorização de empresas mais habitualmente utilizado que é o Desconto de Fluxos de Caixa (DFC) cuja formula simplificada é a seguinte:


As variáveis são os CASH FLOW previstos da empresa e a taxa de desconto. Se consideramos que o empresário não possa incidir diretamente na taxa de desconto; salvo que diminua a percepção dos riscos para o comprador, as ações serão dadas pela melhora do CASH FLOW previstos.
Geralmente a política contábil das empresas privadas, que partem do princípio de que “o lucro é meu inimigo” estão enfocadas para minimizar o impacto fiscal mediante a redução dos lucros declarados. Portanto, deveremos ver se as cifras do lucro estão bem calculadas. O objetivo será aumentar o lucro já que isso levará ao aumento do valor da empresa.
Medidas sobre a receita:
Deve ser realizado um exercício de análise sobre o comportamento das vendas, que é a parte mais importante da receita operativa, com o fim de aumentar esta cifra em tudo o que seja possível. Desta forma, deve-se reforçar a política comercial da empresa, adotando ações do tipo:
- Analisar a rentabilidade dos clientes.
- Potenciar as ações comerciais.
- Analisar os resultadas da força de ventas existente.

1. Medidas sobre os gastos:

O outro aspecto importante do projeto para o cálculo do lucro são as despesas. Sobre este particular, existem diversos ponto de atenção:
- Custos produtivos: proceder a redução dos custos unitários como forma de melhorar a rentabilidade e a eficiência operativa.
- Custos de pessoal: analisar a equipe de funcionários e colaboradores existentes, incluindo o próprio empresário e outros casos particulares.
- Revisar outros custos e gastos, como podem ser associados à política de I+D+i, e fundamentalmente os gastos gerais e de estrutura.
- Amortizações: proceder a revisão das políticas de amortização, procurando adequar a mesma às necessidades, presente e futura.
- Gastos financeiros: proceder a revisão de todas as dividas, incluídas as que possam existir com os sócios e com a gestão da tesouraria da empresa.
Devemos ter o cuidado de que, o efeito de aumentar os gastos da empresa, é que aparentemente a mesma é menos rentável do que é em realidade. É portanto essencial ajustar paulatinamente as práticas não adequadas para que o comprador entenda perfeitamente qual é a rentabilidade real da empresa e por tanto, que pague um valor mais alto do que ofereceria sem tais explicações. Apesar de que afete o imposto sobre sociedades no presente exercício, permitirá uma compensação com a obtenção de um maior preço de venda da empresa.

2. Medidas sobre os investimentos:

Devemos analisar em que momento de ciclo de vida da empresa e em que momento de investimentos em ativos fixos nos encontramos, com o fim de adiantar ou atrasar o momento de realização dos investimentos, ou, pelo contrário, decidir iniciar o processo de venda da empresa.
Também temos que analisar as necessidades de capital circulante e trabalhar sobre 3 elementos chave de gestão: Gestão de Stocks, Redução do período médio de cobrança e aumento do período médio de pagamentos, na medida do possível.

3. Medidas sobre financiamiento:

O nível do endividamento da empresa influi, sem dúvida, no valor das ações, porém, não influí substancialmente no valor global da empresa, salvo que o comprador e o vendedor discrepem em sua respectiva visão sobre o nível de endividamento e o custo médio do mesmo. Se esta situação se produze, as partes jogarão com distintas hipóteses de CASH FLOW e de dívida e isso poderá afetar aos valores globais que sejam considerados para a mesma empresa.
É obrigatório clarificar a situação do financiamento cruzado entre a empresa e os sócios pois as vezes esta posição não está suficientemente clara. Devem regularizar-se e se for necessário informar, exibindo os contratos correspondentes, os valores dos diferentes empréstimos realizados entre os sócios e o negócio, pois isso pode desvirtuar o valor da empresa e sobre tudo, gerar desconfiança por parte do comprador.

4. Medidas sobre os dividendos:

Para maximizar o valor da empresa é importante desenvolver uma acertada política de pago de dividendos. Os dividendos devem ser distribuídos segundo um reparto moderado, procurando manter um equilíbrio entre o capital e a dívida que sejam em todo momento compatível combinando uma política de crescimento moderado e que seja assumido l aproveitando as oportunidades de mercado.

Parmalat e Líder anunciam recall de 300 mil caixas de leite com formol

Ministério da Justiça afirmou que a LBR, responsável pelas empresas Parmalat e Líder, protocolou o pedido de recall de mais de 300 mil caixas de leite das duas marcas. Segundo o comunicado do ministério, foi detectada presença de formol na bebida.
A LBR afirma que a campanha de recolhimento teve início em 21 de março, com 101.220 unidades do leite UHT integral, de forma não sequencial dos lotes L11D00S1 a L11F23S1, produzidos na cidade de Guaratinguetá (SP) entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 2014.
Da marca Líder, são 199.800 caixas do leite UHT integral, também produzidas em 13 e 14 de fevereiro, porém na fábrica de Lobato (PR). Os lotes afetados são A LOB 11, B LOB 9, C LOB 17, D LOB 04, A LOB 12, B LOB 19, C LOB 18 e D LOB 14.
A empresa informa que os produtos foram comercializados nos estados de São Paulo (Parmalat) e Paraná (Líder). Porém, em março, o Ministério Público gaúcho afirmou que o leite havia sido vendido no estado e o Procon de São Paulo notificou a LBR a se pronunciar, dizendo se havia risco para os consumidores.
Em nota, a LBR afirma que os produtos passaram por testes do Ministério da Agricultura, e não foram encontradas anormalidades. A LBR também coloca a disposição o telefone 0800-011-2222 para clientes tirarem dúvidas sobre a devolução e/ou troca dos produtos.
Saiba mais a respeito:

XXI Simpep - Simpósio de Engenharia de Produção - Unesp Bauru



Túnel ferroviário na Turquia

No último ano, a Turquia inaugurou um túnel ferroviário que, por muitos, está sendo considerada a obra do século. Vale a pena conferir novamente:


https://www.youtube.com/watch?v=sZ1p1XhXjd0#aid=P9DU2vtVodw

https://www.youtube.com/watch?v=moN0VLaZVDg

https://www.youtube.com/watch?v=wE8XkWnrwV0

https://www.youtube.com/watch?v=fGjXXjl09u0

Logística Reversa

Vídeos do programa Globo Ecologia sobre Logística Reversa:




http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2011/12/logistica-reversa-estimula-reciclagem-de-aparelhos-eletroeletronicos.html

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/videos/t/edicoes/v/instituto-doe-seu-lixo-busca-solucoes-sustentaveis-para-o-descarte-do-residuos/3258748/

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/videos/t/edicoes/v/prefeitura-do-rio-de-janeiro-multa-pessoas-que-jogam-lixo-no-chao/3258747/

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/videos/t/edicoes/v/projeto-reutiliza-garrafas-pet-e-preserva-o-meio-ambiente/3258750/

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/videos/t/edicoes/v/globo-ecologia-05042014-lixo-integra/3258766/

http://redeglobo.globo.com/globoecologia/videos/

Artigos prof. Samir Keedi

Um de nossos parceiros e amigo, o renomado Prof. Samir Keedi, possui novas colunas sobre Logística e Transportes em alguns sites e blogs!


Para quem desejar ler os ótimos artigos, basta acessar:

- www.blogdoozires.com.br
- www.uprj.com.br - Site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro; e
- www.comercioexteriorbrasileiro.com.br - Do Comércio Exterior Brasileiro

Equipe Infologis

Barreira móvel é usada para amenizar engarrafamentos nos Estados Unidos

Engarrafamento consome o tempo, irrita as pessoas e ainda causa prejuízo. Nos Estados Unidos, os correspondentes Elaine Bast e Lucas Louis foram conhecer um sistema que ajuda a combater essa praga urbana.
Congestionamentos são um desafio para a engenharia de tráfego. E se não dá para aumentar as ruas, o jeito é se virar com o que já existe. Nos horários de pico, muitas cidades usam as chamadas faixas reversíveis, invertendo o sentido para onde o fluxo é maior.
Os brasileiros conhecem bem os cones de plástico, colocados e retirados pelos agentes de trânsito, para aliviar o caos na hora do rush. Mas em algumas cidades americanas, estas cenas já estão ultrapassadas. Na Filadélfia, no estado da Pensilvânia, há 14 anos, uma máquina é usada para mover temporariamente barreiras de concreto e aço de uma faixa para outra automaticamente.
O caminhão passa pelos blocos. Eles são levantados, desaparecem e reaparecem do outro lado, criando uma faixa extra no sentido onde o fluxo é maior. Por causa desse movimento, o caminhão foi batizado de "máquina zipper".
Cada bloco tem cerca de um metro de comprimento e pesa 700 quilos. Eles são unidos uns aos outros por uma liga de aço, que dá flexibilidade para fazer as curvas e, ao mesmo tempo, é forte o bastante para fazer com que a estrutura consiga conter um automóvel em caso de colisão. Assim, é possível evitar um acidente mais grave, envolvendo veículos que estejam na outra faixa.
Em uma ponte de três quilômetros e meio, que liga a Pensilvânia ao estado de Nova Jersey, passam 120 mil carros por dia. Em menos de 20 minutos, o caminhão zipper retira a barreira de um lado e passa para o outro.
Em todo o país, já existem 18 sistemas de barreiras reversíveis. Em Nova York, os caminhões atuam em três locais movimentados. Um deles é o acesso ao túnel que liga Manhattan ao bairro do Queens. Com a tecnologia, o número de colisões frontais, de uma faixa para outra, consideradas mais graves, caiu para zero.
No estado de Utah, a barreira móvel foi usada durante a reforma de um ano de uma estrada e poupou aos cofres públicos quase US$ 2 milhões porque reduziu o tempo de obra e o número de acidentes.
"A segurança é a grande vantagem desse sistema", diz o professor da escola politécnica da Universidade de Nova York, John Falcocchio.
“Segurança para os motoristas e segurança para os que precisam trabalhar na pista: é isso que faz essa tecnologia tão atraente. Mas a barreira móvel é uma boa solução no curto prazo. No longo prazo, daqui 20, 30 anos, com o crescimento do tráfego, é preciso implantar uma solução mais permanente”, completa John Falcocchio.


Fusões e Aquisições aplicadas às empresas de Logística e de Transportes - por Roberto Lacerda Oliva

Roberto Lacerda Oliva, é o Diretor Geral da empresa SOMA LOG - www.somalog.com. Em entrevista concedida ao nosso blog, o especialista aborda aspectos ligados à realização de operações de Fusões e Aquisições aplicadas às empresas de Logística e de Transportes.

De maneira resumida, podemos afirmar que nos próximos anos serão realizadas importantes operações de Fusões e de Aquisições de empresas dos setores de Logística e de Transportes que atuam no mercado brasileiro. Da mesma maneira como ocorreu em mercados maduros, como o Europeu ou o Norte Americano, a tendência é de uma concentração do número de empresas que atuarão no segmento.
Temos identificado diversas empresas com distintas motivações para levar à cabo uma operação de F&A. Entretanto, a materialização de uma boa oportunidade de venda, a união com outra empresa do setor buscando o fortalecimento e aumento do poder de competitividade, questões ligadas à problemáticas dos planos de sucessão empresarial são os aspectos mais comumente encontrados pela SOMA LOG em contato com o mercado.
Para abordar questões ligadas a processos de fusões e de aquisições de empresas de Logística e de Transportes, entrevistamos ao empresário hispano e brasileiro, Roberto Lacerda Oliva, quem esteve visitando o Brasil durante o mês de Março e respondeu às nossas perguntas em uma entrevista bastante interessante.
1. A que atividade se dedica a sua empresa?
Somos uma empresa de Assessoria Integral, que opera no âmbito de operações corporativas, realizando atividades de FUSOES e AQUISIÇOES exclusivamente para empresas que trabalham nos setores de Logística e Transportes.
2. Sua empresa atua unicamente no setor da cadeia de SUPPLY CHAIN?
Somos especializados exclusivamente no desenvolvimento de operações com empresas que desenvolvem atividades de logística e transportes. Consideramos que ambos segmentos contam com uma importante complexidade empresarial. Nossa equipe de Diretores Associados conta com profissionais com grande experiência na Direção de organizações de L&T o que nos credencia para identificar, de maneira muito rápida, as melhores oportunidades de negócios para os nossos clientes.
3. Como podemos comparar as empresas de logística e transportes da Europa e do Brasil?
Sobre o ponto de vista geral, os principais operadores internacionais já estão presentes ou manifestaram interesse em iniciar atividades no Brasil. Com relação às empresas de transportes, o Brasil está deixando de contar com um setor bastante segmentado para atuar de maneira centralizada, fenômeno que já ocorre nos principais países da Europa e dos Estados Unidos. A diferença fundamental está na questão da infraestrutura. A Europa conta com um sistema de intermodalidade
que facilita muito a realização de operações integrais de Logística e de Transportes. O Brasil caminha pouco a pouco para conseguir esta autonomia. Sobre o âmbito do segmento ao qual nos dedicamos, o que para o empresário brasileiro constitui um problema, para o investidor internacional é visto como uma oportunidade; um país em permanente construção que oferece campo para o desenvolvimento operativo e tecnológico dos principais operadores.
4. Como a atividade de M&A vem se desenvolvendo nos setores de Logística e de Transportes nos últimos anos?
Na Europa e nos EUA, a tendência vem sendo de concentração do setor, com a constituição de grandes grupos que operam ao redor dos denominados operadores integradores; no final dos anos 90, estes grupos começaram a realizar sucessivos processos de compras de empresas de logística e transportes no mundo inteiro. Pouco a pouco este fenômeno começa a ser realidade no Brasil; pensemos que há alguns anos atrás era impensável que algumas das tradicionais empresas de transportes do Brasil passassem a ser controladas por grupos internacionais.
5. O que ocorreu no ano 2009 com relação às operações de fusões e aquisições no setor de Logística e Transportes?
A crise econômica mundial, produzida a partir do segundo semestre do ano 2008, paralisou a realização das operações de M&A no setor, de uma maneira drástica. No ano 2009 as empresas se preocuparam em solucionar seus problemas internos, ajustando seus meios com base na nova situação da demanda. De uma maneira objetiva, as empresas que adotaram rápidas ações, redimensionando custos e ajustando as operações à nova demanda saíram fortalecidas da crise e agora observam, de maneira nítida, que a realização de um processo de internacionalização pode ser interessante para suportar com menos pressão futuras situações de retração e repressão econômica.
6. Que oportunidades existem no Brasil, para operações de M&A no setor de Logística e Transportes Existem muitas oportunidades. Por este motivo a SOMA LOG realiza uma aposta para reunir os conhecimentos que adquiri nos quase 25 anos em que milito no segmento de Logística e de Transportes na Europa, havendo participado de forma ativa na materialização de complexas operações de L&T. No Brasil, existe um grande potencial - tanto em fusões como em aquisições. Devemos levar em consideração que, como na Europa e nos EUA, no Brasil chegará - em curto espaço de tempo - a tendência de concentração e especialização que torna as empresas mais eficazes e flexíveis. Existe uma geração de jovens profissionais do segmento de Transportes no Brasil, que pretende materializar a opção.
7. Como vê o futuro das operações de F&A no Brasil Acredito que o mercado avançará de maneira muito rápida. Atuamos com grande confidencialidade no segmento ao qual nos dedicamos. Porém, posso afirmar que existe um grande número de empresas europeias, com as quais mantemos contatos através da SOMA LOG Europa, que dispõem de planos concretos para iniciar e/ou incrementar suas atividades no Brasil. Estar em contato constante com estas organizações é um dos valores diferenciais e agregados de nossa empresa.
8. O senhor observa um desejo real por parte dos empresários brasileiros em materializar operações de F&A?
Minha vida profissional permite com que tenha contato com empresas sediadas no Brasil, no continente Latino Americano, na Europa, e por intermédio de nossos correspondentes com algumas organizações norte americanas. Temos observado; e isso foi objeto de um artigo que difundi na imprensa brasileira, algumas ações de caráter absolutamente especulativos. Alguns empresários estão aproveitando o momento favorável pelo qual atravessa o país, para realizar alguns exercícios de contato com o mercado tanto comprador como vendedor. É a forma que encontram para saber, de maneira objetiva, o valor de suas empresas para uma possível operação de venda e/ou de fusão empresarial com outra organização do setor. Nossa recomendação é que o excesso de ações especulativas, em médio espaço de tempo, deprecia o valor de uma organização. A atividade de F&A deve ser confiada a especialistas pelo simples motivo de que as empresas devem ter continuidade e o processo não deve influenciar no dia a dia da gestão empresarial.

Boletim Tecnologística



TRANSPORTES: Bolívia terá teleférico com mais de 10 km de extensão

Bolívia inaugura teleférico para unir La Paz a cidades montanhosas. Viagens entre El Alto ao centro de La Paz cairão de 2 h para 24 minutos.
Três linhas serão inauguradas até agosto, com 427 gôndolas no total.


A Bolívia realizou nesta terça-feira (8) em La Paz, uma visita dos meios de comunicação locais à primeira linha de teleféricos que cruzará os céus da cidade mais populosa do país. Conhecido localmente como "Mi Teleferico", o bondinho aéreo transportará passageiros a uma altura de 4.500 metros acima do nível do mar, ligando La Paz à cidade metropolitana de El Alto, uma área densamente povoada nas montanhas que circundam o centro da cidade, e que sempre foi marcada pelo difícil acesso e transporte.



Segundo a agência de notícias Reuters, o governo de Evo Morales investiu US$ 240 milhões no projeto, que terá três linhas de teleférico e 11 estações. Trajetos que eram feitos em períodos de uma hora e meia ou duas horas, principalmente por causa da geografia da região, agora levarão 24 minutos.
O sistema deve ficar pronto, com todas as linhas em funcionamento, em agosto, e terá um total de 427 gôndolas transportadas em mais de 10 quilômetros da área da cidade. A velocidade média de uma gôndola no teleférico deve ser de 18 km/h. Segundo Javier Telleria, da empresa austríaca por trás da construção do projeto, esse é o maior meio de transporte urbano do mundo. Os cabos flexíveis permitem que eles cruzem a cidade verticalmente.
La Paz fica em um vale profundo no meio das montanhas dos Andes. "Por isso temos o teleférico, para cruzar grandes distâncias verticais em pouco tempo. É o meio perfeito [para cruzar] uma linha reta sem nenhum problema", explicou Telleria.
Campanha educativa
A Bolívia deu início, nesta terça, a uma campanha de "educação" sobre o novo meio de transporte coletivo. Mas, no fim de semana, alguns moradores das regiões beneficiadas e funcionários que atuaram na construção do teleférico puderam participar das primeiras viagens.
"Eu já dei uma volta. Ele chega em El Alto em menos de dez minutos. Estou muito animada. Nossa cidade de La Paz parece linda, a montanha ilumina, a neve. Estou muito animada", disse à Reuters a passageira Lidia Gutierrez.
"Os bolivianos que vão usar esse transporte de El Alto para a cidade La Paz anualmente economizarão 12,2 milhões de hours", afirmou o ministro de Obras Públicas do país, Vladimir Sanchez. "Esse é o impacto que o teleférico terá."


Fonte: G1 e Terra

Boletim Tecnologística


PAÍS DA COPA: Chuva forte atinge Região Metropolitana de Belo Horizonte e alaga Aeroporto da Pampulha


O temporal que atingiu Belo Horizonte, no fim da tarde da última quarta-feira (2), causou alagamento no Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), nenhum voo foi afetado.
De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), por volta das 17h20, a água começou a invadir o terminal de passageiros do aeroporto, chegando a atingir 25 centímetros acima do solo. Já na parte externa, o alagamento chegou a um metro. A água causou danos a livrarias e restaurantes do terminal.





O saguão foi tomado pela água. Enquanto muitos passageiros esperavam para embarcar, os funcionários limpavam a sujeira. De acordo com o bombeiro Ronaldo Eustáquio, um mutirão foi feito com praticamente todos os funcionários da Infraero para contornar a situação com rapidez.
Às 18h30, o Corpo de Bombeiros informou que a situação no local estava sob controle. Segundo a corporação, as pessoas foram resgatadas para um lugar seguro e não houve feridos.

Na manhã desta quinta-feira (3), a administradora do terminal informou que era feita a limpeza da área externa, sem comprometer o funcionamento.

Fonte: G1

Navio encalha na costa de Hong Kong

Hansa Constituição, navio porta-contentores 34.954 toneladas registradas na Alemanha, encalhou no sábado. O incidente aconteceu fora da área residencial Pok Fu Lam , no lado oeste da ilha de Hong Kong em mares revoltos causadas por monções. O navio estava a caminho de Shenzhen ( Chiwan ).




Julia Eble , um representante com o proprietário do navio, Hansa Treuhand Gruppe (com sede em Hamburgo), disse que o incidente aconteceu provavelmente porque o navio perdeu o poder e os ventos de monções enviou -a para a praia. O incidente não causou danos ambientais , não houve relatos de entrada de água ou casualities . Dois fireboats e duas embarcações de apoio de mergulho foram enviados para o local . Constituição Hansa foi rebocado para longe da costa. Os danos para o recipiente não foi ainda estimada .
Porto de Hong Kong é o porto de contêineres mais movimentado quarto para 2013. De acordo com o Conselho de Desenvolvimento do Porto de Hong Kong movimentou 22,3 milhões de TEU . O observatório meteorológico de Hong Kong usado em forte monção. Visibilidade restrito de menos de duas milhas náuticas foi relatado pelo Departamento de Marinha no sábado.

Leia mais em: http://www.vesselfinder.com/news/1987-VIDEO-Hansa-Constitution-runs-aground-off-the-coast-of-Hong-Kong

E mais em: http://www.vesselfinder.com/news/1987-VIDEO-Hansa-Constitution-runs-aground-off-the-coast-of-Hong-Kong

São Paulo inicia a implantação do plano municipal de resíduos sólidos


Maior cidade da América Latina contempla todas as exigências da PNRS e estabelece metas para os próximos 20 anos...

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, iniciou a implantação do Plano Municipal de Resíduos Sólidos. Com isso, pretende reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixo despejado nos aterros sanitários pela maior capital do país e maior cidade da América Latina. Até 2033, 30% dos paulistanos devem tratar em casa os resíduos orgânicos domiciliares, que correspondem a 51% das 20,1 mil toneladas de resíduos coletadas por dia na cidade. Para atingir a meta, o governo começa a distribuir gratuitamente, ainda esse mês, 2 mil equipamentos para que as pessoas façam, dentro de casa, a compostagem dos restos de alimentos, que viram adubo após o tratamento. 

Para o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, a proposta servirá de inspiração para outras grandes cidades. “Trata-se de um plano concreto, elaborado de acordo com as exigências da legislação e em sintonia com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos”, disse. “São Paulo dá, com este plano, uma importante contribuição para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.” 

COLETA SELETIVA

Outra meta importante é o aumento da coleta pública seletiva de secos de 1,8% para 10%, até 2016, por meio da extensão do serviço para os 96 distritos do município, e a construção de quatro centrais mecanizadas de triagem. Pelo planejamento, cada uma das centrais receberá das empresas concessionárias investimentos de R$ 35 milhões e processará 250 toneladas diárias de resíduos recicláveis. Isso possibilitará ao município triplicar sua capacidade de processamento, chegando a 750 toneladas por dia. A ampliação da coleta seletiva também pretende valorizar as cooperativas de reciclagem e a inclusão social dos catadores. 

“O plano é resultado de um extenso processo participativo e internalizou as recomendações da 4ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, promovida em 2013 no Anhembi”, lembrou o presidente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Silvano Silvério da Costa. A 4ª Conferência foi antecedida por etapas preparatórias, que contemplaram todas as regiões do município, com reuniões realizadas pelas 31 subprefeituras. No decorrer do processo, foram promovidas conferências livres e uma plenária composta por representantes de aldeias indígenas, com acompanhamento da FUNAI. A população teve a oportunidade de eleger delegados para a Conferência e discutir os problemas relacionados aos resíduos sólidos em cada região.



Procuram-se pilotos de dirigíveis

O custo médio de um estádio padrão Fifa gira em torno de R$ 600 milhões.  Até janeiro, o governo já havia torrado R$ 8,9 bilhões na construção e reforma de 12 estádios para a Copa.  Não dá pra começar esse texto sem comparar essa torrefação de bilhões de reais aos R$ 100 milhões que o BNDES emprestou a Airship do Brasil. 
A Airship é sediada em São Carlos-SP, e tem como sócios a Engevix e a Bertolini. A empresa tem um projeto que pode revolucionar o transporte de carga no país e no mundo.
A revolução logística virá em forma de zepelins. Quem diria, os velhos e românticos dirigíveis, agora adaptados para o transporte de grandes volumes de carga.


Num primeiro momento, usados em situações especiais, os dirigíveis da Airship viabilizariam o transporte de turbinas de hidrelétricas e pás de geradores eólicos para locais de difícil acesso como, por exemplo, a Amazônia. Os dirigíveis também cumpririam a função de suporte para a instalação de torres elétricas em florestas, pois não precisam aterrissar, além disso, seriam de grande utilidade no acesso a áreas isoladas por catástrofes naturais. Os dirigíveis de menor porte cobririam locais de grande aglomeração, servindo como antenas móveis. E tem muito mais.
Hoje, um dirigível voa cerca de 500 metros do solo, alcança a velocidade de 120 quilômetros por hora e tem capacidade de carregar até 30 toneladas. No futuro, a promessa é de que alcance  até 200 toneladas, substituindo caminhões no transporte de grãos, voando em segurança diretamente do campo para os navios. Isso significa nada mais nada menos que desafogar o tráfego de portos, estradas e ferrovias. Calcula-se, por baixo, que os novos zepelins propiciem uma economia de 25% no custo do transporte, a ecologia também agradece.


Fonte: Yahoo Notícias

Logística em primeiro plano


As empresas de transporte e distribuição, cada vez mais segmentadas, nunca investiram tanto em equipamento e infraestrutura[...]

Foi-se o tempo em que a logística era relegada ao segundo plano. Hoje ela é tão imprescindível dentro de uma empresa que os serviços ligados ao transporte e à distribuição de seus produtos estão cada vez mais estruturados e segmentados. Nos últimos 15 anos, surgiu um bom número de empresas de logística com elevado grau de especialização no manuseio de cargas - especialmente as chamadas cargas sensíveis: medicamentos, equipamentos médico-hospitalares e alimentos perecíveis, entre outros. O sistema de armazenagem da Natura tornouse referência mundial e, não raro, a empresa recebe executivos estrangeiros interessados em conhecer de perto suas operações. A Souza Cruz é outro exemplo que atrai um bom número de visitantes internacionais, por possuir equipamentos sofisticados e de última geração em termos de tecnologia da informação.

Para se destacar em um mercado cada vez mais disputado e exigente, as empresas de logística precisam operar com a precisão de um relógio suíço. É o caso da Cold Express, que há uma década distribui picolés da Kibon em nada menos do que três mil pontos de venda. Trabalhar com a venda de sorvete em um país tropical e da extensão geográfica do Brasil, com os conhecidos problemas de infraestrutura, não é tarefa para principiantes. A frota da Cold Express, composta por 130 veículos, é capaz de transportar cargas a temperaturas que vão dos 30Cº a 40 graus negativos. "É uma operação de alta complexidade. Os caminhões têm dois termômetros e todo o serviço é calculado para que não haja perda de temperatura", afirma Valesca Elisa Michelon, diretora comercial da Cold Express, que também distribui os iogurtes produzidos pela Danone.

Claudio Gatti/ag. istoé

Se o picolé da Cold não pode derreter, as próteses ortopédicas da Luft têm de chegar intactas ao destinatário. Com 35 anos de mercado, o Grupo Luft, um dos maiores no ramo logístico, decidiu, há dez anos, partir para a especialização. Da experiência no setor de defensivos agrícolas, a empresa tirou boa parte dos conhecimentos de que precisava para trabalhar com cargas sensíveis. Em 1998, formou uma joint venture com a italiana Bomi, especializada na área médico-hospitalar, investindo em caminhões especiais e em treinamento de pessoal.
Recentemente, a empresa inaugurou um novo centro de distribuição - um complexo de 50 mil metros quadrados no município de Itapevi, nos arredores de São Paulo, capaz de armazenar desde bolsas Louis Vuitton até implantes ortopédicos, cateteres e medicamentos. A Luft também adquiriu uma frota de 350 veículos isotérmicos e climatizados, além de destinar anualmente 3% a 4% do faturamento em treinamento de mão de obra. Valor da conta: R$ 750 milhões, investimento que o grupo pretende recuperar atendendo clientes de peso, como a Johnson & Johnson, Medley e Roche, entre outros.

Fernando Luft, um dos diretores do grupo, revela quais são os segredos para se obter o máximo de eficiência na operação logística. "Nosso novo armazém só é viável porque é grande e me permite ter escala. Na outra ponta, a integração é fundamental", afirma o executivo. "Hoje, nós mesmos retiramos o produto de dentro da fábrica do cliente e fazemos todo o processo até que ele chegue ao ponto de venda", explica o diretor. Todo o processo é controlado minuciosamente pela Luft, inclusive a etiquetagem ou colocação de bula em português nos produtos importados - um processo que a empresa chama de "nacionalização" da mercadoria. O Grupo Luft, segundo Fernando, tem hoje 70 bases operacionais espalhadas por todo o País. E, para quem pensa que fazer a entrega de um medicamento na selva amazônica é o maior dos desafios que uma empresa de logística pode encontrar, o empresário garante: o lugar mais difícil de se fazer entregas hoje no Brasil é São Paulo. "Não há como medir a produtividade por causa do trânsito e é esse quesito que determina se teremos lucro ou prejuízo", diz o diretor.
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Estradas malconservadas, falta de opção na malha ferroviária e de sinalização nas vias fluviais, além da incapacidade operacional nos terminais de carga e descarga de portos e aeroportos, derrubam a eficiência brasileira na administração logística. A comparação entre o Brasil e os Estados Unidos mostra que, enquanto os americanos gastam apenas 8% do Produto Interno Bruto com manuseio, transporte e entrega e recebimento de cargas, no Brasil esse índice está na casa dos 12% do PIB, segundo os cálculos de Paulo Fleury, professor da Uferj e Ph.D em administração industrial. "Por conta da globalização, hoje a área que mais cresce em todo o mundo é a dos aeroportos para transporte de carga", afirma Fleury."No Brasil, porém, apesar de todos os avanços, estamos longe de atingir um nível de qualidade em infraestrutura que dê sustentação à competitividade que as empresas brasileiras têm dentro de suas fábricas", resume ele.
Por todos os nossos problemas em infraestrutura, a vida da AGV, operadora logística que partiu para a especialização há mais ou menos uma década, não é das mais tranquilas. A empresa é responsável pela distribuição da vacina contra a febre aftosa em todo o País, que envolve a distribuição de 400 milhões de doses, aplicadas em quase 200 milhões de bovinos. Garantir que o medicamento chegue em perfeitas condições nas mais remotas localidades brasileiras é a proposta da AGV, que desenvolveu este trabalho desde sua existência, há 11 anos. E dominar a complexidade das operações realmente exige mais do que dedicação. Para se ter uma ideia dessa complexidade, um lote de vacinas contra aftosa que sai de Vinhedo, no interior de São Paulo, com destino a Marabá, no Pará, viaja nada menos que 4.950 quilômetros. Durante o percurso, são realizadas duas trocas de gelo nas caixas isotérmicas.
A AGV, que conta com dois mil funcionários, investe todo ano algo em torno de R$ 2 milhões só em treinamento e certificação dos empregados - e são, em média, quase 20 tipos de treinamentos diferentes, por função. Até o manuseio das caixas de gelo em que são transportadas as vacinas exige certificação. "Nosso maior problema hoje é encontrar mão de obra. Recrutar é fácil, difícil é manter baixa a rotatividade", diz Vasco Oliveira Neto, presidente da companhia. A empresa, que projeta encerrar 2009 com faturamento de R$ 300 milhões, também partiu para a especialização no setor financeiro e hoje é a responsável pelo transporte de equipamentos de instituições como Itaú Unibanco, Bradesco e HSBC. "Um terminal de autoatendimento não pesa menos que 600 quilos. Imagina colocar uma máquina dessas no terceiro andar de um prédio? É preciso ter equipamentos de última geração e pessoal muito bem treinado. Ou seja, é preciso ter um elevado grau de especialização", afirma Vasco, lembrando que essa especialização não é mais apenas uma tendência do mercado. "Esta é a demanda real e o que tem feito com que as empresas brasileiras de logística sejam tão respeitadas lá fora quanto aqui dentro."

Fonte: Isto É Dinheiro